Em 27 de maio de 2013 termina o prazo final para
que municípios com até 50 mil habitantes atendam às exigências da Lei
Complementar 131/2009, que estabelece as normas de finanças públicas na gestão
fiscal e determina a disponibilização, em tempo real, de informações sobre a
execução orçamentário-financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios.
Com isso, todos os municípios brasileiros vão se
alinhar à legislação, que incluiu dispositivos na Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) sobre a transparência na divulgação das informações
orçamentário-financeiras.
No estado de São Paulo, municípios com até 50 mil habitantes representam 81% do total. Para auxiliar essas cidades e evitar as punições previstas na lei, como a suspensão das transferências voluntárias de recursos estaduais e federais, o governo do estado lançou o programa Transparência Municipal.
No estado de São Paulo, municípios com até 50 mil habitantes representam 81% do total. Para auxiliar essas cidades e evitar as punições previstas na lei, como a suspensão das transferências voluntárias de recursos estaduais e federais, o governo do estado lançou o programa Transparência Municipal.
Cada município interessado terá, gratuitamente, um
portal da transparência e um sistema de comunicação em meio eletrônico para a
recepção e resposta do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) municipal.
“Se o município não cumprir essa lei
federal, terá corte de repasses voluntários”, afirmou Edson Vismona, presidente
do Conselho Estadual da Transparência.
“Mais do que
um princípio constitucional, o portal é cidadania, porque mostra à população
onde está sendo empregado o dinheiro pago com impostos”, concluiu Lobbe Neto,
presidente do Cepam.
Para a
diretora municipal de Finanças de Mongaguá, Fátima Aparecida Machado, “os novos
prefeitos têm pouco conhecimento, pois muitos nunca administraram e várias
empresas oferecem serviços que não atendem ao previsto na legislação. Com a
ajuda do governo do estado, será muito mais fácil trabalhar e obter as informações
completas”.
Na opinião dela, “o contribuinte precisa saber onde estão sendo aplicados os recursos que recebemos, pelos impostos que paga, como o IPTU, entre outros. Esse conhecimento é um direito e o Portal da Transparência vai deixar tudo mais fácil”.
Na opinião dela, “o contribuinte precisa saber onde estão sendo aplicados os recursos que recebemos, pelos impostos que paga, como o IPTU, entre outros. Esse conhecimento é um direito e o Portal da Transparência vai deixar tudo mais fácil”.
Paralelo à
iniciativa de São Paulo, os demais estados também estão empenhados em
incentivarem os municípios a cumprirem a lei 131/2009 e, a mais recente,
12.527/2011. Recentemente, foi lançado pela
Controladoria Geral da União o programa Brasil Transparente, que visa auxiliar
os agentes públicos no cumprimento dessas leis, através de capacitações,
distribuição de material técnico e disponibilização do código fonte do Sistema
Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC).
Com isso, a
CGU tem em vista o desenvolvimento de estados e municípios mais comprometidos
com a cidadania e com os recursos públicos, de forma a combater a corrupção e
promover a transparência no país.
Editado de Cepam - Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal. Disponível em http://www.cepam.sp.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1865&Itemid=17; de 23 de abril de 2013.
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